Há muito tempo venho tentando produzir um texto cuja matéria principal fosse o Direito. Tentarei agora e, para tal feito, elegi como enfoque, ou melhor, pretexto, a Economia – ciência por muitos odiada e por praticamente todos negligenciada.
A origem da palavra “Economia”, como todos os futuros juristas sabem, vem de “norma da casa”, considerando-se a procedência latina ou grega. Na faculdade o temor que tal frente de conhecimento promove é devido à idéia ainda pré-moldada de que “fiz direito por que não gosto de matemática”. Se pararmos para fazer uma análise detalhada, somos um dos povos mais econômicos do mundo: em meio a taxas de 70% de tributos e impostos que pagamos, ainda conseguimos dar conta de nossas vidas e buscarmos certa felicidade – por favor, não falemos em “jeitinho”, pois é saído desde muito que este é mazela, não virtude.
O Direito como Ciência subjetiva é tão amplo quanto pode ser controverso. Ainda que sua eficácia esteja totalmente vinculada ao juízo de valor feito pelo aplicador (que hora vos escreve, por exemplo), temos que valorizar a capacidade deste instrumento no que tange à manutenção da Sociedade. Falhas e equívocos entravam nosso Ordenamento Jurídico, nosso Sistema; mas jamais mudaremos tal situação enquanto pregarmos uma consciência social ativa e lançarmos mão de um ocium vitae inerente do cômodo pensamento do “deixe que eu deixo”. Medíocre não é ser incapaz, é fingir ser auto-suficiente, sendo totalmente dependente. O ser humano é de per si absolutamente restrito a outros de mesma espécie.
Faço parte de um projeto na faculdade em que falta burocracia, á carência de iniciativa e ausência de ideologia central. Querem que exista anuência por parte dos usufrutuários. Impossível. Se não houver Economia, inexistirá casa. Se não há Direito, teórico é o Estado. Precisamos inovar em criatividade (palavra certa), normativa ou não – e eu sou apenas mais um... escrevendo (!?). Que Deus seja mesmo brasileiro.
PS: Acho que perdeu o foco.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
Viver e dirigir: é só começar!
Ninguém nasce sabendo, seja viver ou dirigir. Viemos ao mundo com um objetivo único: aprender. É a partir desse verbo que se estabelecem todos os outros aos quais almejamos: a vida é sempre uma locução verbal, em que um dos verbos é sempre “aprender”. Aprender a ser, aprender a ter; aprender a viver, aprender a dirigir...
É engraçado notar o quão ávidos são os jovens; tão precoces, querem sempre adiantar as etapas, atos vinculados à idade. Para os homens, principalmente, o dirigir, fruto adquirido com a maioridade civil, aos 18 anos, é o símbolo dessa “necessidade de chegar lá”. Ainda que não saibam, esses mesmos jovens são aqueles que, mesmo que nunca tenham dirigido antes, já o fazem; porque, antes, aprenderam, bem ou mal, cedo ou tarde, de uma forma ou de outra, a viver. Por que, então, ir a um Centro de Formação de Condutores? Porque, ninguém aprende sozinho; ou melhor, começa a aprender, já que muitas coisas no “trânsito da vida” devemos conquistar sozinhos.
A princípio, nos é ensinado que dirigir é ter atenção, e que viver é prestar atenção. Enquanto “se dirige por você e pelo outro, que você não sabe o que pode fazer”, vive-se segundo a idéia de que “o meu espaço termina onde o seu começa”. O que é preciso saber, de fato, é aprender...
Aprendi que antes de dirigir é preciso pedir a proteção e a interseção Dele, e que viver é, a cada dia, uma prova de que é preciso, cada vez mais, aprender a confiar nessa interseção/proteção e, também, agradecer. Aprendi que o sinto de segurança e o freio são a cautela que devemos ter no dia-a-dia; e que o acelerador é a autoconfiança, a coragem que nos locomove... a viver. Buracos e quebra-molas são obstáculos transpassáveis; afinal, mesmo quando o carro “morre” você pode “virar a chave” e seguir até a próxima porta que a vida lhe apresentar.
Aprendi que não importa o quão apressados, nervosos, imprudentes são os motoristas ao redor: ao viver é preciso, sempre, buscar apoio em suas próprias convicções para poder dizer a si mesmo: “estou na pista certa e na velocidade permitida”. Que não devemos mudar de faixa ou direção sem sinalizar, afinal, nenhuma pessoa/nenhum carro saberá o que estou fazendo e poderemos colidir. Aprendi que não devemos andar acima da velocidade permitida, porque além de colocarmos muitas coisas em risco, perdemos ruas/oportunidades que nos interessavam – e que nem sempre há um retorno no caminho.
Aprendi que ao dar a marcha ré ou mesmo enquanto se dirige não se pode olhar para trás, afinal, não se deve olhar para uma única direção – nem mesmo com somente uma visão acerca do mundo que nos rodeia. E que mesmo quando a decisão é a de parar abruptamente, é preciso olhar o retrovisor: nem sempre o que está atrás de nós é tão inofensivo quanto parece – nem sempre o que achamos ter deixado para trás realmente o foi.
Aprendi, ainda, que temos que dominar a máquina, seja o carro ou o corpo. Aprendi que ninguém é o “sabe tudo” e que a experiência nos faz dizer que: “tenho muito ainda a aprender”. Porque, afinal, como se diz, viver e dirigir: é só começar!
PS: Fiz esse texo há algum tempo, em 2008, na verdade, com intuito de ajudar algumas pessoas próximas a mim que estavam em situação... complicada.
É engraçado notar o quão ávidos são os jovens; tão precoces, querem sempre adiantar as etapas, atos vinculados à idade. Para os homens, principalmente, o dirigir, fruto adquirido com a maioridade civil, aos 18 anos, é o símbolo dessa “necessidade de chegar lá”. Ainda que não saibam, esses mesmos jovens são aqueles que, mesmo que nunca tenham dirigido antes, já o fazem; porque, antes, aprenderam, bem ou mal, cedo ou tarde, de uma forma ou de outra, a viver. Por que, então, ir a um Centro de Formação de Condutores? Porque, ninguém aprende sozinho; ou melhor, começa a aprender, já que muitas coisas no “trânsito da vida” devemos conquistar sozinhos.
A princípio, nos é ensinado que dirigir é ter atenção, e que viver é prestar atenção. Enquanto “se dirige por você e pelo outro, que você não sabe o que pode fazer”, vive-se segundo a idéia de que “o meu espaço termina onde o seu começa”. O que é preciso saber, de fato, é aprender...
Aprendi que antes de dirigir é preciso pedir a proteção e a interseção Dele, e que viver é, a cada dia, uma prova de que é preciso, cada vez mais, aprender a confiar nessa interseção/proteção e, também, agradecer. Aprendi que o sinto de segurança e o freio são a cautela que devemos ter no dia-a-dia; e que o acelerador é a autoconfiança, a coragem que nos locomove... a viver. Buracos e quebra-molas são obstáculos transpassáveis; afinal, mesmo quando o carro “morre” você pode “virar a chave” e seguir até a próxima porta que a vida lhe apresentar.
Aprendi que não importa o quão apressados, nervosos, imprudentes são os motoristas ao redor: ao viver é preciso, sempre, buscar apoio em suas próprias convicções para poder dizer a si mesmo: “estou na pista certa e na velocidade permitida”. Que não devemos mudar de faixa ou direção sem sinalizar, afinal, nenhuma pessoa/nenhum carro saberá o que estou fazendo e poderemos colidir. Aprendi que não devemos andar acima da velocidade permitida, porque além de colocarmos muitas coisas em risco, perdemos ruas/oportunidades que nos interessavam – e que nem sempre há um retorno no caminho.
Aprendi que ao dar a marcha ré ou mesmo enquanto se dirige não se pode olhar para trás, afinal, não se deve olhar para uma única direção – nem mesmo com somente uma visão acerca do mundo que nos rodeia. E que mesmo quando a decisão é a de parar abruptamente, é preciso olhar o retrovisor: nem sempre o que está atrás de nós é tão inofensivo quanto parece – nem sempre o que achamos ter deixado para trás realmente o foi.
Aprendi, ainda, que temos que dominar a máquina, seja o carro ou o corpo. Aprendi que ninguém é o “sabe tudo” e que a experiência nos faz dizer que: “tenho muito ainda a aprender”. Porque, afinal, como se diz, viver e dirigir: é só começar!
PS: Fiz esse texo há algum tempo, em 2008, na verdade, com intuito de ajudar algumas pessoas próximas a mim que estavam em situação... complicada.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Insanidade.
Acho que existem muitos tipos de insanidade. Independente do conceito literal, do valor denoativo, sabemos singelamente que insana é a pessoa que não "bate bem da cuca". Veja bem, em um "stand-up" do humorista Diogo Portugal o próprio disse algo ingeteressante, parecido com isso: "Certa vez fui ao shopping e li uma placa dizendo 'proibida a entrada de estranhos'. Tenho uma avó caolha e que fala sozinha. Isso é estranho pra você?" Bom, se ao final não ficar claro o porque dessa passagem, aviso logo, não explicarei.
Fato é que a loucura é algo natural e fundamental à própria sobrevivência da espécie. Sabia disso? Certa vez, eu e minha memória, diga-se de passagem, vi uma reportagem que dizia exatamente isso. E mais, por maior que seja a capacidade cognitiva da pessoa, a sapiência, o QI (não é "quem indinca", nesse caso), TODAS AS PESSOAS SÃO BURRAS POR NATUREZA. Umas são mais, não conseguem perceber que andam com o carro metade em uma faixa, metade na outra, por exemplo; outras são menos, do tipo, "ops, escapuliu". De toda sorte, há muitas controvérsias sobre quem é ou não excêntrico, tirando quem "rasga dinheiro" - até pro Direito essa pessoa é meio desvairida, rs.
Se por um lado preza-se a educação, o "cavalheirismo", por outro, se atrai pelo... diferente, as vezes até "rude".
É, dá para dizer muita coisa sobre esse tema, mas hoje estou um pouco consiso. Creio que eu não seja de todo normal, mas prefiro continuar tentando.
Quero ler este livro (aqui indicado, pelo site): http://www.obaoba.com.br/brasil/magazine/nao-me-leve-serio-1305-por-chuck-hypolitho
Fato é que a loucura é algo natural e fundamental à própria sobrevivência da espécie. Sabia disso? Certa vez, eu e minha memória, diga-se de passagem, vi uma reportagem que dizia exatamente isso. E mais, por maior que seja a capacidade cognitiva da pessoa, a sapiência, o QI (não é "quem indinca", nesse caso), TODAS AS PESSOAS SÃO BURRAS POR NATUREZA. Umas são mais, não conseguem perceber que andam com o carro metade em uma faixa, metade na outra, por exemplo; outras são menos, do tipo, "ops, escapuliu". De toda sorte, há muitas controvérsias sobre quem é ou não excêntrico, tirando quem "rasga dinheiro" - até pro Direito essa pessoa é meio desvairida, rs.
Se por um lado preza-se a educação, o "cavalheirismo", por outro, se atrai pelo... diferente, as vezes até "rude".
É, dá para dizer muita coisa sobre esse tema, mas hoje estou um pouco consiso. Creio que eu não seja de todo normal, mas prefiro continuar tentando.
Quero ler este livro (aqui indicado, pelo site): http://www.obaoba.com.br/brasil/magazine/nao-me-leve-serio-1305-por-chuck-hypolitho
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