quarta-feira, 28 de abril de 2010

Acceptance

Precisamos entender o porquê ou não precisamos saber nem o "e se"? Quando acontece, é porque "tem que acontecer", para "nos fazer crescer", ou simplesmente está lá (destino)?

Qual a diferença entre educação, amizade, companheirismo... falta de foco? Se o questionamento é a base para a construção, quando recebemos nossas respostas?

terça-feira, 27 de abril de 2010

Development

"Mas, hey mãe!
Alguma coisa ficou pra trás
Antigamente eu sabia exatamente o que fazer..."

A gente cresce em meio a um turbilhão de coisas, informações, possibilidades... E se acha sempre muito capaz ou, no mais, no mínimo, tendo a suficiente capacidade de poder se erguer sozinho. Em alguns momentos, porém, devido a algum fator que se mostre momentâneamente forte, pensamos não ter todo esse "poder". Não que devamos ser arrogantes e prepotentes a tal ponto de sempre nos vermos como "auto-suficientes"; mas entre essa característica e o auto-flagelo que surge como corolário da auto e alta cobrança que fazemos... fiquemos com a primeira opção.

Há sempre algo esperando por você logo a frente - sim, porque não devemos ficar aguardando. Como dizem "no meu mundo": "Um bom advogado cria sua própria oportunidade".

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Semana de Prova

A cada dia vivemos em uma sociedade de maior fundamentação no controle... estamos sempre sendo controlados, incutidos a fazer algo que passamos a acreditar ser nossa própria idéia, mas, na verdade, são oriundas de todos os outros, menos nós mesmos. É tamanha a expressão dessas forças externas que sempre se pode ver/ouvir novos textos, músicas, artigos e afins, sempre a cerca de tal temática. Mas "quem são eles" e "quem eles pensam que são" para ficarem o tempo todo a nossa espreita, confabulando para nos manipular?

Quando jovens aprendemos que devemos nos basear por nossa "consciência limpa", mas crescemos percebendo que o nosso ideal nada mais é do que aquele que a sociedade nos incute. Atualmente, vivendo em um país e mundo cada vez mais contraditórios percebemos com maior facilidade essa contraposição entre o que nós "verdadeiramente" pensamos e o que nos é imposto. Exemplo disso é a paz social. Somos mesmos tão alvoroçados por atingi-la? Somos tão solidários assim? Nossa comoção social está sempre condicionada ao fato exposto pela mídia e, assim mesmo, muitas vezes ouvem-se coisas como "espero que chova, porque ai amanhã não tem prova" - conjuntura: em poucos dias de desastre, cerca de 400 mortos por chuvas/deslizamentos no Rio de Janeiro.

Mas essa situação de controlo não ocorre somente em relação a esse tipo de acontecimento. Quantas vezes você coloca o despertador pra tocar e acaba por acordar primeiro que ele? Isso só pra citar um exemplo. Precisamos ter mais tempo para tirar nossas próprias conclusões e, neste sentido, poder-se-ia utilizar como exemplos dizeres de grandes mentes, como Gabriel Pensador, mas me manterei dentro de uma realidade mais próxima, citando um trecho de um "post" no Blog de um amigo (http://acmpereira.blogspot.com/):

"Mas então eis que eu lanço uma pergunta: Você, vivendo nesta correria do dia-a-dia, ao ver um idoso na rua mendigando, uma criança pedindo esmola no sinal, uma mulher grávida, alguém no chão machucado, enfim, socorreria ou permaneceria na só correria?"

Mais um comentário:

"Numa direção diferente, mas extremamente sugestiva, Gilles Deleuze (1990) acreditava na emergência de uma sociedade do controle. As velhas instituições de confinamento, que surgiram no final do século XVIII e início do século XIX, cederam espaço a instituições menos pesadas, provenientes de campos diversos da área penal e médico–psiquiátrica. Ao mesmo tempo, toda uma nova estratégia de atendimento, que valorizou o ambulatório, estaria liberando os delinqüentes do controle exercido nesses locais obscuros, solenes e totalitários. Essa estratégia responsabiliza os delinqüentes pelos seus próprios atos, bem como a rede familiar e comunitária. Escolas esvaziam–se com a emergência da educação continuada. As fábricas já não seqüestram os indivíduos, na medida em que os liberam do ponto em proveito da produtividade e do trabalho realizado em outros locais. Penas alternativas tenderiam a substituir a pena de prisão. A vigilância não mais operaria por meio do pesado esquema policial–jurídico. As instituições criminais, perdendo seu monopólio, tenderiam a ficar disfuncionais, com o aprofundamento da sociedade do controle, do código de acesso e da rede eletrônica da informação. As instituições disciplinares tradicionais não somente entrariam num longo e irreversível processo de crise, como também sofreriam com o descaso institucional e com a baixa visibilidade política. A disciplina não seria mais a chave para a compreensão da emergência da sociedade pós–industrial, mas sim a informação e a teia eletrônica dos controles virtuais."



PS. Semana de prova é algo de mais interminável neste mundo... Lembro-me da Esfinge: "Responda-me ou te devoro!"